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segunda-feira, 16 de março de 2009

O CAP ESTEVE NO ESTÁGIO INTERNACIONAL DA JAPAN KARATE-DO FEDERATION GOJU-KAI EUROPA

Nos dias 13, 14, 15 e 16 de Março, eu, o professor Ricardo Ribeiro (meu professor de karaté) e a minha mãe fomos para Londres participar num estágio internacional de karaté promovido pela JKF Goju-Kai (Ramo da Federação Japonesa de Karaté que representa o estilo Goju Ryu).


O nosso objectivo em comum era o de aprendermos mais coisas sobre a arte que praticamos, mas o me professor ainda tinha como objectivo participar nos Exames de graduação para passar para o terceiro nível do cinto preto, o 3º Dan (SanDan em Japonês).


No dia 13 de manhã, partimos de avião rumo a Londres. Quando chegámos ao aeroporto de Heatrow apanhámos um táxi e lá fomos nós até ao hotel localizado em Finchley. Nós ficámos numa casa separada do hotel. Eram duas casas reservadas apenas para portugueses que iam participar no estágio. No total éramos 14. Depois de nos alojarmos estávamos num dos 4 quartos da casa, estávamos cheios de fome, e visto a casa ter uma pequena cozinha, fomos a um supermercado que havia ali perto e comprámos algumas coisas para comer. Depois fomos dar um passeio para conhecer o local antes de irmos para o estágio.

Quando estava quase a ficar próxima da hora de voltarmos para trás para apanharmos o táxi que tinha sido reservado para nos levar para o local do estágio. Bom, parece fácil mas a certa altura, vindo pelo mesmo caminho que tínhamos feito mas agora em sentido contrário, reparámos que todas aquelas casas eram iguais e todas as ruas eram iguais. Desorientámo-nos por momentos mas depois de nos encontrarmos com outros portugueses que também estavam desorientados lá encontrámos a nossa casa. Foi uma pequena aventura logo no início.



Apanhámos o táxi e lá fomos nós para o estágio que se realizava na Christ College School. Depois de estarmos vestidos fomos para um fila enorme para nos podermos inscrever e efectuar o pagamento, mas o estágio já tinha começado! Depois de termos a inscrição feita começámos a praticar. Os mestres que estavam presentes eram: Kesakatsu Kiyohara · 8th Dan; Seiichi Fujiwara · 8th Dan ; Leo Lipinski · 7th Dan ; Paul Coleman · 6th Dan ; Stanko Kumer · 6th Dan ; Rastislav Mraz · 6th Dan.


Praticámos alguns katas com um intervalo pelo meio e depois o estágio por esse dia deu-se por terminado com os karatecas a alinharem todos para a saudação final. Depois apanhámos outra vez um táxi e fomos para o hotel tomar banho e de seguida fomos ao supermercado comprar alguns alimentos. A minha mãe fez uma massa com salsichas e depois fomos dormir pois ambos estávamos cansados.

No dia seguinte acordámos cedo, tomámos um bom pequeno-almoço (o professor comeu massa com salsichas da véspera) e fomos a pé até à escola aonde ia ser o estágio. Fizemos o aquecimento e entretanto os mestres chegaram. Alinhámos e começámos a aula. Tivemos um intervalo pelo meio para descansarmos, e depois continuámos. Esta manhã de treino foi muito cansativa. Entretanto fomos almoçar a um restaurante ali perto, mais ou menos a meio caminho entre a nossa casa e o local do estágio. Cerca de 20 minutos a pé.


Da parte da tarde continuámos a treinar katas. Eu, e resto de pessoas com mais ou menos a minha idade ou com cinto mais baixo que o meu, treinámos especialmente um kata chamado Seiyunchin. Este kata exige muita força nas pernas. Resumindo, acho que nunca tinha tido tantas dores nas pernas como tive no final do treino. Apesar de ter sido duro aprendi e melhorei muita coisa nessa tarde. Acabámos o treino e depois fomos para o hotel. Nessa noite, uma senhora que estava na mesma casa que nós fez um jantar especial, juntando todos os portugueses participantes no estágio na casa do lado. Fartámo-nos de rir. Comemos e fomos dormir.



No Domingo, acordámos e voltámos a ir a pé para o estágio. Desta vez, praticámos cerca de meia hora todos juntos mas depois os mais velhos foram para outro ginásio treinar para os exames e nós ficámos a fazer coisas a pares. Foi muito giro. Eu fiquei com uma rapariga inglesa muito engraçada. Ambas gostamos muito de praticar karaté e eu gostei muito de a conhecer. Praticar o meu inglês também foi bom.
Fomos almoçar ao mesmo restaurante do dia anterior e depois despedimo-nos de algumas pessoas que já não iam da parte da tarde ao estágio pois era mais para praticar para os exames.

Da parte da tarde foi basicamente a mesma coisa da manhã. Depois de dizerem que o estágio tinha acabado, eu vesti-me e arranjei-me e o professor foi fazer o seu exame. Eu e a minha mãe assistimos ao exame do professor.

Depois dos ka
tas, quando foi a sua vez de lutar, ficou com um monstro (se é que é assim que podemos classificar a pessoa) com o dobro do tamanho dele, mas lá se desenrascou e fez um kumite (luta) excelente. Depois fomos para o hotel, tomámos banho e preparámo-nos para ir a Londres por volta das 22 horas. Apanhámos o metro e lá fomos nós. Curioso que em Londres nas estações de metro, para obtermos alguma informação, existem umas máquinas redondas nas quais basta clicar num botão, dizemos a nossa dúvida e respondem-nos imediatamente.

Saímos numa estação perto do Hard Rock Café para podermos ir jantar. Quando chegámos, o empregado disse que já não recebiam mais clientes (já eram 10:30 da noite) apesar de estar gente lá dentro. Nós dissemos ao senhor que tínhamos vindo de Portugal e que tínhamos estado num estágio, e que tínhamos vindo directamente de Finchley até ali aquelas horas apenas para irmos ali comer. E o senhor acabou por nos deixar entrar. Comemos e divertimo-nos muito. Depois saímos e fomos apanhar um autocarro para Finchley. Apanhámos o autocarro e saímos ao pé da estação do metro onde inicialmente tínhamos iniciado a nossa ida ao Hard Rock Café, logo, tivemos de ir a pé até ao hotel.



Chegámos completamente cansados e fomos deitar-nos já quase às duas da manhã. Foi tiro e queda.

Segunda-feira, o dia com mais aventura de todo o fim-de-semana, acordámos muito cedo (seis da manhã), arrumámos as nossas coisas, pusemos as malas às costas e lá fomos nós a caminho de Londres, visitar os monumentos mais importantes. Começamos por ir apanhar o autocarro, mas até o apanharmos foi difícil! Tivemos de andar muito. Como ia ter teste de Educação Física no outro dia, apesar de ir meia a dormir o professor esteve a dizer-me alguma matéria que poderia sair e a fazer-me perguntas.



Quando saímos do autocarro fomos para a loja do Hard rock visto que no dia anterior a loja já estava fechada. Comprámos o que tínhamos a comprar e depois seguimos o nosso passeio.

A próxima paragem era o Buckingham Palace. Quando ia-mos para lá passou-nos à frente a Guarda real a cavalo e nós fomos atrás deles até ao palácio. Quando chegámos lá tirámos muitas fotos. Ao pé do palácio havia uma fonte e então eu atirei uma moeda lá para dentro e pedi um desejo.

A seguir passámos pelo Big Ben e também tirámos muitas fotos. Depois, para fazer uma coisa que eu queria fazer à muiiiiiiiiiito, fomos dar uma voltinha no London Eye. Foi muito divertido e eu gostei muito. Depois fomos comer a um restaurante chinês onde experimentei coisas novas e muito boas. A seguir fomos para o aeroporto onde compramos as nossas prendas e depois fomos embora de volta para Portugal.

Adorei esta viagem. Deu para aprender muito e para me divertir bastante!!



Artigo de: Ana Filipa Filipe 8ºI





terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Karaté

O Karaté praticado aqui na nossa escola faz parte do Desporto Escolar e é uma arte marcial de auto defesa que serve, como o nome indica, para uma pessoa se defender e não o contrário.

Aqui no Externato de Penafirme o Karaté é ensinado pelo Prof. Ricardo Ribeiro. É uma pessoa engraçada e divertida, mas também exigente.

No karaté a progressão é feita por cintos de diversas cores. Começa-se no branco, amarelo, laranja, verde, azul, vermelho, castanho e depois o preto. Os cintos abaixo do preto representam 9 Kyus (níveis de aprendizagem inicial). O cinto castanho é mantido durante 3 kyus seguindo-se o cinto preto. Este último é só um mas tem 10 níveis ou Dans.

O karaté aqui praticado no Externato é do estilo Goju Ryu (Escola da rigidez e da suavidade) e foi fundado em Okinawa por Chojun Miyagi em 1933, data em que foi oficialmente registado na Butoku-Kai (Associação Japonesa de Artes Marciais). Mas só em 1936 é que o Karaté passou a ter este nome. Até então chamava-se “TE” que significa mão. Okinawa é composto por 3 distritos sendo eles Naha, Shuri e Tomari. Naquela época as artes marciais tinham o nome das zonas onde eram praticadas como por exemplo o Naha-Te (mão de Naha), que o Mestre Chojun Miyagi ensinava por viver em Naha.

As artes marciais surgiram como forma de defesa e de preparação das pessoas para a Guerra ou forma das populações resistirem à opressão feita por governos tirânicos. Por exemplo o Kobudo surgiu em Okinawa e era praticado por pescadores e agricultores recorrendo aos utensílios que usavam para trabalhar e assim passavam despercebidos.

Toda a História na Ásia é cheia de Guerras contínuas entre vários povos. Nesta região do mundo surgiram artes marciais. Na Europa desenvolveram-se outras formas de luta como por exemplo o Boxe Francês, a Esgrima, etc. Na Europa utilizava-se mais o mosquete, a pistola de pólvora e a espada como arma de defesa, na Ásia não havia nada disto usando-se apenas as artes marciais. Foram os portugueses que introduziram a espingarda no Japão. Quando já toda a Europa usava canhões, pistolas e espingardas, os Japoneses ainda usavam espadas e arcos com flechas e outras armas cortantes, no entanto tinham excelentes tácticas guerreiras.

Finalizando, nós achamos que o Karaté é divertido, útil para várias coisas (desenvolve o corpo e ajuda a pacificar a mente) e muito interessante. Venham Experimentar.

Artigo por Ana Filipa, Patrícia Soares, Andrea Santos, Bruno David e Duarte Pinto – 7ºJ

Colaboração: Prof. Ricardo Ribeiro

Entrevista ao Prof. Ricardo

1 – Há quanto tempo é que o Sensei pratica karaté?

Bom, eu comecei a aprender karaté aos 6 ou 7 anos em Vila Nova de Gaia no Colégio da Bonança, mas pouco antes de fazer 9 anos fui para Macau e lá só o pratiquei de forma séria quando tinha 14 ou 15 anos. Ora, somando tudo já lá vão quase 20 anos.

2 – Em Média quantos alunos estão a praticar Karaté neste momento no Externato?

Bom, todos os anos passam muitos alunos pelo Clube, uns ficam e outros seguem para outras modalidades, mas pelo menos um dos objectivos é concretizado que é o de dar a experimentar aos alunos uma Arte Marcial. Mas respondendo à pergunta neste momento alunos assíduos são 33 e quando não há testes das diversas disciplinas a média por aula é de 18 a 20 alunos.

3 – O Sensei acha que os alunos gostam de Karaté?

Bom, há alunos que é mais do que óbvio que sim. Outros ainda estão a experimentar, não sabem se gostam, outros andam só porque os pais os obrigam. Muitos alunos com jeito passam pelo clube, mas só ficam aqueles que são persistentes e empenhados. Vocês até agora têm sido. (risos)

Alunos empenhados e persistentes, mesmo que tenham pouco jeito, são os que me interessam em termos de ensino do Karaté a longo prazo. Um aluno que comece no 5º ano tem pelo menos no Externato 5 anos de Karate até ao 9º ano. Se continuar tem mais 3 anos no Ensino Secundário ou num curso profissional. É mais do que tempo suficiente para saírem com o cinto preto através de um exame feito junto da Federação Japonesa de Karate Goju-Kai. É um exame na presença de um painel de examinadores Japoneses, Ingleses, Portugueses e de outros países. Poderão inclusive ser encaminhados a frequentar cursos de treinador para poderem ensinar também.

4 – Entre Kumite (luta) e Kata (movimentos coordenados que simulam uma luta) qual é o que prefere?

Quando era mais novo era o Kumite, sem dúvida. Mas agora posso dizer que é Kata. Sabem, dar socos e pontapés qualquer pessoa dá. Não exige tanta persistência e trabalho pessoal. Aprender a lutar é muito mais fácil. Uma pessoa instintivamente, para se defender, dá chutos e socos até não poder mais se se sentir em perigo, mesmo que não tenha nunca feito uma arte marcial. A arte marcial ou um desporto de combate vai é aprimorar esses movimentos e dar à pessoa controlo sobre o que está a fazer, ajudando a controlar os impulsos. Kata tem movimentos bem definidos que têm ritmos diversos, posturas diversas. Um kata não pode ser feito de qualquer forma, senão não estamos a aperfeiçoar movimentos, posturas, formas de respirar diferentes, formas de tensão muscular diferentes. Tudo isto vai melhorar a nossa performance numa luta. Kata exige muita repetição, concentração, persistência, perseverança, inicialmente memória, muito trabalho individual e de base. É uma boa forma de manter a forma física e de a desenvolver. Normalmente as raparigas gostam mais de Kata e os rapazes de Kumite.

Kata………dá mais trabalho! Por isso é que eu gosto. Aliás, num exame normalmente reprova-se mais por causa de kata do que kumite.

6 – Qual é o nome do seu Sensei?

O meu Sensei é Macaense, chama-se Mário Sales do Rosário e é 6º Dan. Há alguns anos atrás esteve aqui no Externato quando ainda tínhamos as aulas na sala polivalente onde agora estão as mesas de ténis de mesa. Ainda não havia Pavilhão.

Como tenho o meu Mestre em Macau e só estou com ele mais ou menos a cada dois anos é o Professor Abel Figueiredo, 5º Dan, que me orienta, também ele é meu Mestre. Ele mora em Viseu e também já aqui esteve na escola. É um dos professores que vos vai avaliar em Março se vierem comigo a Viseu para os exames da Associação de Karate de Viseu. Imaginem-se a fazer exame com Mais de 100 outros karatecas.




Mestre/ Mário e Prof. Ricardo Mestre Abel e Prof. Ricardo

Entrevista feita por Ana Filipa, Patrícia Soares, Andrea Santos, Bruno David e Duarte Pinto – 7ºJ





segunda-feira, 22 de maio de 2006

GRUPO/EQUIPA KARATÉ – DESPORTO ESCOLAR

O ano lectivo 2005/2006 foi o terceiro de vida deste Clube do Desporto Escolar e a nós se juntaram muitos karatecas novos. Nunca pensei que este novo grupo de alunos que se juntou a nós fosse ter um desempenho tão bom quanto aquele que teve. Aprenderam mais do que o esperado, a ponto de, aquando da organização do 2º campeonato de Karaté da nossa escola, no dia 20 de Maio, termos assistido a combates excelentes e onde o nível técnico foi acima do esperado.

Este ano foi muito rico em actividades extra-curriculares, nomeadamente em treinos aos sábados, quer para aprendizagens novas quer para a realização de exames de graduação. A nossa última actividade foi no dia 17 de Julho. De manhã estiveram presentes quase todos os 49 karatecas, para a realização de um estágio final. De tarde estiveram presentes 29 para prestarem provas de mudança de graduação.

Para o próximo ano lectivo está previsto organizarmos em Outubro um estágio com o Treinador Paul Coleman, considerado um dos melhores treinadores de karaté de Inglaterra, para nos ajudar a preparar os alunos para o Estágio Internacional a realizar-se em Viseu, e onde estarão presentes Treinadores Japoneses e Ingleses.

Acaba este ano a época de karaté com nota alta, pois tivemos alunos muito dedicados e trabalhadores. A todos eles saudações desportivas e votos de umas excelentes férias.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

KARATÉ

O Clube de Karaté do Grupo/Equipa do Desporto Escolar iniciou este ano o seu 3º ano de funcionamento.

Este ano a adesão está a ser muito boa. De momento o clube conta com 55 praticantes assíduos dos quais se destacam vários com um grande potencial de desenvolvimento.

O Karaté no meu início de prática, com 6 ou 7 ano no Colégio da Bonança em Vila Nova de Gaia era uma mera brincadeira. Com a minha viagem aos 8 anos para Macau, onde experimentei várias artes marciais como o Judo (pouco tempo) e o Kung Fu (uma aula), nunca explorei o Karaté como hoje acho que deveria ter feito. Pelos meus 15 ou 16 anos reiniciei novamente, e de forma séria os treinos de karaté. Naquela altura por motivos errados tais como a raiva e a vingança por ter sido espancado por pouco mais de 20 pessoas apenas por puro divertimento dessas. Naquela altura um colega meu chamado Albertino dos Anjos, foi a única pessoa que me tentou ajudar derrubando alguns dos indivíduos que me batiam, dentro do recinto da escola. Mas 20 e poucas pessoas são gente a mais e por isso a sessão de pancadaria, apenas com 1 sentido, prosseguiu com um segundo round. O resultado foi revolta e perante funcionários que assistiram impávidos e serenos, e uma direcção que não agiu por medo de represálias porque alguns dos indivíduos estavam envolvidos com Tríades, senti-me revoltado e resolvi voltar ao Karaté. Fui à rua do campo a uma loja chamada “Sonyeck sports”, comprei um fato de karaté da marca Diamond que me custou 150 patacas (15€) e fui treinar.

Felizmente tive bons professores de karaté e uma família que me deu apoio e orientação no caminho certo senão ter-me-ia tornado também num arruaceiro.

Cedo percebi que a raiva e o ódio são como uma pescadinha de rabo na boca, quanto mais se tenta acabar com este sentimento através da violência mais ele cresce dentro de nós e mais nos consome. Aprendi a perdoar e a canalizar as energias negativas provenientes da raiva e ódio para coisas mais positivas. Cedo estes sentimentos deixaram de ser a motivação para treinar. O que me levava a treinar era simplesmente o gosto, a paz que me trazia, o convívio, e a liderança do meu Mestre.

Por isso quando estiverem com raiva o primeiro passo para a eliminar é perdoar.

sábado, 2 de julho de 2005

EXTERNATO DE PENAFIRME E O KARATE NO DESPORTO ESCOLAR

O Karaté é uma actividade muito praticada a nível nacional, principalmente nos escalões mais jovens. No entanto, o enquadramento técnico dessa actividade é comparticipado pelos próprios praticantes, tornando-a inacessível a bastantes crianças e jovens que, motivados, muito poderiam beneficiar com a sua prática, mas não o fazem por falta de apoios financeiros adequados. Mesmo o Karaté enquadrado no âmbito da Federação Nacional de Karaté – Portugal, que é a única entidade com utilidade pública desportiva para a formação de técnicos de Karaté (para além do ensino superior), por falta de verbas públicas para o enquadramento de projectos de ensino da modalidade, só consegue expandir a actividade com base na cotização que em última instância recai sobre o praticante.

É um facto conhecido que o Karaté não é uma realidade robusta no Desporto Escolar. Uma das principais razões prende-se com a exigência técnica elevada que se requer a um Treinador / Professor. Assim sendo os poucos profissionais de Educação Física que abrem projectos desses não se estabilizam na escola e, de escola para escola, não se criam condições de progressão adequadas. Sem continuidade de prática não surgem resultados em progressão nos alunos em causa, pelo que o Karaté Escolar tem, em primeiro lugar, que ter essas condições de estabilidade para a respectiva prática.

Em 2003/2004, sob proposta do Prof. Ricardo Ribeiro (Licenciado em Ciências do Desporto para UTL-FMH; 2º Dan em Karate Goju Ryu; Treinador de Nível I pela FNK-P) iniciou-se no Externato de Penafirme um Núcleo de Karaté integrado no Desporto Escolar (CAE do OESTE).

Um dos objectivos deste Núcleo é fazer chegar o Karaté a todos os alunos interessados, de forma gratuita, e a adesão tem vindo a crescer aos poucos. Não é importante o estilo de Karate que se pratica, o que interessa é iniciar pois Karate é Karate mesmo que diferente de estilo para estilo (Goju Ryu, Shotokan, Wado Ryu, Shito Ryu, etc.).

O enquadramento da prática centrou-se nos aspectos mais globais da modalidade, com vista às graduações dos alunos e à preparação para actividades formativas intensas (estágios), assim como para competições.

O treino do Karate visa o auto controle, o fortalecimento físico e mental, e o resultado do trabalho desenvolvido nas aulas costuma culminar em momentos de avaliação nos quais os alunos têm de mostrar todas as aprendizagens que até à data aprenderam para assim poderem mudar a cor do cinto que faz parte do equipamento de prática regular. Para isso tem sido desenvolvido um programa de avaliação adaptado à realidade escolar à medida que os alunos vão progredindo. No ano lectivo de 2003/2004 os alunos foram avaliados duas vezes ao longo do ano pois em média só lhes era possível treinar 2 vezes por semana. Neste ano, 2004/2005 temos 5 aulas à disponibilidade dos alunos e já temos alunos a treinarem 3 e 4 vezes por semana apesar da média ainda treinar só 2 vezes semanais. Este ano disponibilizamos 5 aulas por semana aos nossos alunos e para o ano que vem estamos a fazer esforços para disponibilizar também 5 aulas por semana, uma por dia, agrupando os alunos por anos lectivos e níveis de prática para assim podermos desenvolver ainda mais o karate dos nossos alunos.

Para a ajudar a robustecer o projecto, logo no primeiro ano lectivo (2003/2004) organizou-se um estágio técnico com o Dr. Abel Figueiredo (Licenciado em Educação Física, Ramo de Desporto com Estágio profissionalizante em Karaté – ISEF-UTL; Mestre em Ciências da Educação, metodologia da Educação Física - FMH; Professor Adjunto na Área Científica de Educação Física da Escola Superior de Educação de Viseu; Treinador de nível II; 5º Dan em Karate Goju Ryu).

O Núcleo cresceu e, o segundo ano pressupôs a continuidade das graduações e de um estágio técnico, mas levou-nos a projectar já uma intervenção ao nível competitivo.

Assim sendo, em 2004/2005 organizaram-se as seguintes actividades:

ü Estágio com o Treinador Mário Sales do Rosário, líder da Associação Rocky Ryu em Macau, 5º dan em Karate Goju Ryu e Mestre de Karate do Prof. Ricardo Ribeiro, aproveitando a sua visita a Portugal.

ü Dia 12 de Março de 2005, organizou-se o 1º Campeonato de Karaté Escolar do Externato de Penafirme que contou com a participação de 21 competidores, estando presentes mais de 30 Encarregados de Educação e familiares a assistir às competições de Kata (avaliação técnica ao nível da execução individual de exercícios padronizados predeterminados) e Kumite (situação de combate dual onde o controlo da execução técnica é muito importante quer por motivos de pontuação quer por motivos de segurança).

· Agradecimento: ao Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, na pessoa do Dr. Augusto Aniceto, o apoio dado ao nível da aquisição de medalhas para entregar aos alunos vencedores, e ainda agradecer aos colegas do Prof. Ricardo Ribeiro, Nuno Sebastião, José Gonçalves que ajudaram na arbitragem, à Profa. Ana Manteigas que ajudou a controlar o tempo de cada combate e à aluna Rute Magalhães (12º4) pelo trabalho que teve como árbitro de mesa.


RESULTADOS

Kata Misto Infantis

1º - Osni Júnior – 5ºG

2º - Samuel Ferreira – 5ºH

3º - Ana Marta Serra – 6ºH

4º - Hugo Roque - 5ºF

5º - Mário Silva – 5ºH

6º - André Gonçalves – 5ºF

RESULTADOS

Kata Feminino Iniciadas

1º - Helena Matias – 7ºD

2º - Ana Gonçalves – 6ºA

3º - Isabel Gonçalves - 6ºE

4º - Samira Azmalieva – 5ºB

5º - Patrícia Rodrigues – 7ºD

- Cátia Santos – 7ºD

- Elisabete Correia – 6ºJ

- Leonor Brito – 9ºE

RESULTADOS

Kata Masculinos Iniciados

1º - Osni Júnior – 5ºG

2º - Tiago Jorge – 8ºE

3º - Ion Nicolae – 6ºD

4º - Mickael Ferreira – 7ºF

5º - Jorge Conde – 7ºA

6º - Samuel Santos – 7ºE

7º - Jorge Gonçalves – 7ºC

8º - César Silva – 6ºI

RESULTADOS

Kumite Misto Infantis

1º - Osni Júnior – 5ºG

2º - Hugo Roque – 5ºF

3º - Ana Marta Serra – 6ºH

4º - Samuel Ferreira – 5ºH

4º - Mário Silva – 5ºH

6º - André Gonçalves – 5ºF

RESULTADOS

Kumite Feminino Iniciadas

1º - Leonor Santos – 9ºE

2º - Helena Matias – 7ºD

3º - Samira Azmalieva – 5ºB

4º - Ana Gonçalves – 6ºA

5º - Elisabete Correia – 6ºJ

6º - Isabel Gonçalves – 6ºJ

7º - Patrícia Rodrigues – 7ºD

8º - Cátia Santos – 7ºD

RESULTADOS

Kumite Masculinos Iniciados

1º - Ion Nicolae – 6ºD

2º - Jorge Conde – 7ºA

3º - Samuel Santos – 7ºE

4º - Mickael Ferreira – 7ºF

5º - Tiago Jorge – 8ºE

6º - André Gonçalves – 5ºF

7º - Osni Júnior – 5ºG

8º - Jorge Gonçalves – 7ºC

8º - César Silva – 6ºI





Tendo em conta que os alunos tiveram um bom desempenho foi então decidido levar um conjunto de 8 alunos a um Campeonato inter associativo com o objectivo de dar a conhecer aos alunos outras realidades e ainda metê-los à prova com colegas de outras partes do país. Dada a proximidade técnica à escola Goju-Ryu (das quatro existentes), optámos por projectar a intervenção no:

ü Campeonato Nacional da JKF Goju-Kai Portugal (representante português da Federação Japonesa de Karate – Goju-Kai). Foi mais um dos esforços para motivar os alunos e respectivas famílias. Este campeonato realizou-se a 14 de Maio em Rebordosa-Paredes, perto do Porto, e os nossos alunos tiveram uma boa prestação tendo em conta a sua experiência e o seu tempo de prática. Destacou-se pelo bom resultado obtido, 6º lugar, o aluno Osni Junior do 5ºG – nº15.

ü Estágio Internacional com a presença de Mestres Japoneses da JKF Goju-Kai e dos Mestres Leo Lipinski (Presidente da JKF Goju-Kai Europa) e Paul Colleman (Assessor da Presidencia da JKF Goju-Kai Europa) a realizar em Julho nos dias 1, 2 e 3.

Actualmente estamos a iniciar esforços para, com outros colegas de Educação Física, se criarem outros pólos de Karate no Desporto Escolar em Portugal. Será nosso objectivo evoluir para a criação do primeiro estágio/encontro nacional de Karaté – Desporto Escolar e, porque não para os primeiros campeonatos regionais e nacionais de Karaté Escolar.

sábado, 2 de abril de 2005

EXTERNATO DE PENAFIRME E O KARATE NO DESPORTO ESCOLAR

O Karaté é uma actividade muito praticada a nível nacional, principalmente nos escalões mais jovens. No entanto, o enquadramento técnico dessa actividade é comparticipado pelos próprios praticantes, tornando-a inacessível a bastantes crianças e jovens que, motivados, muito poderiam beneficiar com a sua prática, mas não o fazem por falta de apoios financeiros adequados. Mesmo o Karaté enquadrado no âmbito da Federação Nacional de Karaté – Portugal, que é a única entidade com utilidade pública desportiva para a formação de técnicos de Karaté (para além do ensino superior), por falta de verbas públicas para o enquadramento de projectos de ensino da modalidade, só consegue expandir a actividade com base na cotização que em última instância recai sobre o praticante.

É um facto conhecido que o Karaté não é uma realidade robusta no Desporto Escolar. Uma das principais razões prende-se com a exigência técnica elevada que se requer a um Treinador / Professor. Assim sendo os poucos profissionais de Educação Física que abrem projectos desses não se estabilizam na escola e, de escola para escola, não se criam condições de progressão adequadas. Sem continuidade de prática não surgem resultados em progressão nos alunos em causa, pelo que o Karaté Escolar tem, em primeiro lugar, que ter essas condições de estabilidade para a respectiva prática.

Em 2003/2004, sob proposta do Prof. Ricardo Ribeiro (Licenciado em Ciências do Desporto para UTL-FMH; 2º Dan em Karate Goju Ryu; Treinador de Nível I pela FNK-P) iniciou-se no Externato de Penafirme um Núcleo de Karaté integrado no Desporto Escolar (CAE do OESTE).

Um dos objectivos deste Núcleo é fazer chegar o Karaté a todos os alunos interessados, de forma gratuita, e a adesão tem vindo a crescer aos poucos.

Não é importante o estilo de Karate que se pratica, o que interessa é iniciar pois Karate é Karate mesmo que diferente de estilo para estilo (Goju Ryu, Shotokan, Wado Ryu, Shito Ryu, etc.).

O enquadramento da prática centrou-se nos aspectos mais globais da modalidade, com vista às graduações dos alunos e à preparação para actividades formativas intensas (estágios), assim como para competições.

O treino do Karate visa o auto controle, o fortalecimento físico e mental, e o resultado do trabalho desenvolvido nas aulas costuma culminar em momentos de avaliação nos quais os alunos têm de mostrar todas as aprendizagens que até à data aprenderam para assim poderem mudar a cor do cinto que faz parte do equipamento de prática regular. Para isso tem sido desenvolvido um programa de avaliação adaptado à realidade escolar à medida que os alunos vão progredindo. No ano lectivo de 2003/2004 os alunos foram avaliados duas vezes ao longo do ano pois em média só lhes era possível treinar 2 vezes por semana. Neste ano, 2004/2005 temos 5 aulas à disponibilidade dos alunos e já temos alunos a treinarem 3 e 4 vezes por semana apesar da média ainda treinar só 2 vezes semanais. Este ano disponibilizamos 5 aulas por semana aos nossos alunos e para o ano que vem estamos a fazer esforços para disponibilizar também 5 aulas por semana, uma por dia, agrupando os alunos por anos lectivos e níveis de prática para assim podermos desenvolver ainda mais o karate dos nossos alunos.

Para a ajudar a robustecer o projecto, logo no primeiro ano lectivo (2003/2004) organizou-se um estágio técnico com o Dr. Abel Figueiredo (Licenciado em Educação Física, Ramo de Desporto com Estágio profissionalizante em Karaté – ISEF-UTL; Mestre em Ciências da Educação, metodologia da Educação Física - FMH; Professor Adjunto na Área Científica de Educação Física da Escola Superior de Educação de Viseu; Treinador de nível II; 5º Dan em Karate Goju Ryu).

O Núcleo cresceu e, o segundo ano pressupôs a continuidade das graduações e de um estágio técnico, mas levou-nos a projectar já uma intervenção ao nível competitivo. Assim sendo, em 2004/2005, aproveitando a sua visita a Portugal, organizou-se um estágio com o Treinador líder da Associação Rocky Ryu em Macau, Mário Sales do Rosário, 5º dan em Karate Goju Ryu.

Ainda em 2004/2005, no dia 12 de Março de 2005, organizou-se o 1º Campeonato de Karaté Escolar do Externato de Penafirme que contou com a participação de 21 competidores, estando presentes mais de 30 Encarregados de Educação e familiares a assistir às competições de Kata (avaliação técnica ao nível da execução individual de exercícios padronizados predeterminados) e Kumite (situação de combate dual onde o controlo da execução técnica é muito importante quer por motivos de pontuação quer por motivos de segurança).

Queremos agradecer ao Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, na pessoa do Dr. Augusto Aniceto, o apoio que nos foi dado nomeadamente ao nível da aquisição de medalhas para entregarmos aos alunos vencedores, e ainda agradecer aos colegas do Prof. Ricardo Ribeiro, Nuno Sebastião, José Gonçalves que ajudaram na arbitragem, à Profa. Ana Manteigas que ajudou a controlar o tempo de cada combate e à aluna Rute Magalhães (12º4) pelo trabalho que teve como árbitro de mesa.

Tendo em conta que os alunos tiveram um bom desempenho foi então decidido levar um conjunto de 8 alunos a um Campeonato inter associativo com o objectivo de dar a conhecer aos alunos outras realidades e ainda metê-los à prova com colegas de outras partes do país. Dada a proximidade técnica à escola Goju-Ryu (das quatro existentes), optámos por projectar a intervenção no Campeonato Nacional da JKF Goju-Kai Portugal (representante português da Federação Japonesa de Karate – Goju-Kai).

É mais um dos esforços que estamos a fazer para motivar os alunos e respectivas famílias. Este campeonato realizou-se a 14 de Maio em Rebordosa-Paredes, perto do Porto, e os nossos alunos tiveram uma boa prestação tendo em conta a sua experiência e o seu tempo de prática.

Está ainda a ser preparada uma surpresa para os alunos do Externato e tem a ver com a participação num Estágio Internacional com a presença de Mestres Japoneses da JKF Goju-Kai e dos Mestres Leo Lipinski (Presidente da JKF Goju-Kai Europa) e Paul Colleman (Assessor da Presidencia da JKF Goju-Kai Europa) a realizar em Julho nos dias 1, 2 e 3.

Actualmente estamos a iniciar esforços para, com outros colegas de Educação Física, se criarem outros pólos de Karate no Desporto Escolar em Portugal. Será nosso objectivo evoluir para a criação do primeiro estágio/encontro nacional de Karaté – Desporto Escolar e, porque não para os primeiros campeonatos regionais e nacionais de Karaté Escolar.